
Não sou uma pessoa supersticiosa. Mas, isso não quer dizer que eu não vá evitar passar por debaixo de escadas ou tomar um cuidado extra com espelhos e saleiros. Isso não é superstição, isso é apenas uma forma de precaução. Ao longo da vida as pessoas acrescentaram a essa lista coisas a fazer (ou a evitar), e novamente, por precaução, resolvi seguir algumas delas. Mas, de todas, eu realmente gostei dos pedidos feitos às 0h. É como se o universo te abrisse uma porta mágica de apenas 1 minuto na qual você pode lançar qualquer sonho ou desejo. Então, passei vivendo como se todos os dias, às 0h em ponto, o universo, magicamente, me desse o meu próprio gênio da lâmpada por um mísero minuto. Lembro claramente de fazer isso incansáveis vezes durante o ano de vestibular, desejando ter um bom desempenho, pedindo que aquilo chagasse logo ao fim. Em partes, aconteceu. Como tantas outras coisas que pedi ao longo desses anos. Mas, não. Não foram as horas, nem o universo, nem gnomos, ou o ET bilu, não foi um gênio preso numa lâmpada, nem as velas dos bolos de aniversário que assoprei, não foram os desvios de escadas, os saleiros que evitei derrubar, ou qualquer estrela cadente que eu possa ter visto. Tudo foi apenas uma consequência de diversas outras escolhas, uma continuação de diversos outros caminhos. Tudo foi apenas a vida, onde tudo o que temos em mãos é uma consequência, e não um feitiço. Não há magia na sorte. Enquanto a probabilidade de algo não for igual a zero, não é magia, é apenas uma consequência da existência de um universo absolutamente cheio de possibilidades.
Comentários
Postar um comentário