Dive



Seu coração está rápido demais, mas não importam as batidas. Não importa a força de cada movimento, e sim o fato de isso ser causado por algo aparentemente tão simples. Seu estômago faz reviravoltas, e tudo isso te tira o fôlego, mas nada como sentir o rosto enrubescer e as pernas ficarem bambas. O sorriso se corrompe pela dificuldade de entender como é possível um sentimento transbordar de tantas formas. Mas, ah! É claro, não importa. Então, segundos atrasados, ele surgi, um sorriso despretensioso, de quem não espera por nada, mas recebe flores do mundo. De quem já perdeu a conta das vezes que achou que era certo, e perdeu a aposta. Não é um jogo fácil. Apaixonar-se é sempre um grande risco. É pular de um penhasco, esperando por um mergulho inesquecível, mesmo sabendo de todo perigo.

Talvez, nesse momento eu entenda melhor que nem todos nós somos bons mergulhadores. Parte da aventura é se arriscar sem medos, é superar os obstáculos e seguir sem olhar para trás, é entender que nenhuma aventura é tão arriscada quanto o amor. Ah, mas se fosse tão fácil seguir minhas próprias percepções quanto é colocar em palavras, eu não estaria aqui agora…

O amor, seja qual for, é sobre persistência. É sobre encontrar novas formas de mergulhar, buscar novos ângulos ainda que numa mesma paisagem, sobre entender que abrir mão e seguir em frente também pode significar amor. E muito mais que tudo isso, é entender que como tudo, ele passa, embora, suas bagagens permaneçam. São as lembranças, as fotos antigas, as histórias que sempre começam com “Naquela época”, são os risos, e o som das gargalhadas, as brincadeiras e toda nostalgia que ressurge, de tempos e tempos, só para lembrar, bem rapidinho, que um dia o amor passou por ali.

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